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domingo, 17 de junho de 2012

San Lorenzo: o drama do Ciclón


Na Argentina, o Clausura 2011/12 vai chegando ao seu fim e, faltando uma rodada, o tradicional Club San Lorenzo de Almagro, está sendo rebaixado para a B Nacional (a segunda divisão da Argentina) pela primeira vez desde 1981. Precisa ganhar do San Martín de San Juan e torcer para um resultado negativo do Banfield

Igual muitos campeonatos da América do Sul, o processo pra definir (chamado de promédio) as pontuações não é apenas os resultados da temporada (Apertura e Clausura) disputada. É levado em conta também os resultados das duas últimas e, de fato, o San Lorenzo mostrou uma queda impressionante. Em 2009/10, 52 pontos. Em 2010/11, 47. E na atual, só somou 41.

Pra vocês terem idéia da campanha do San Lorenzo nessa temporada, foram, até agora, contando Apertura e Clausura, 10 vitórias, 11 empates e 16 derrotas, sendo 8 destas em pleno Nuevo Gasômetro.


E o San Lorenzo luta pra não cair diretamente. Se conseguir seu objetivo, o San Lorenzo vai para a ''zona de promoción'', enfrentar o 3º colocado da B Nacional.

E esse 3º colocado da B Nacional pode ser outro gigante da Argentina.

Não conseguindo ganhar os 2 confrontos da zona de promoción, o River Plate caiu pra B Nacional na temporada passada. Na atual temporada, o River divide a liderança da B com o Instituto Córdoba com 70 pontos, mas é seguido de perto por Quilmes e Rosario Central, que possuem 69. E o campeonato por lá também vai pra última rodada.

Será que o Ciclón, time com uma das torcidas mais apaixonadas da Argentina, vai cair de novo depois de tantos anos? Ou será que pode se salvar na zona de promoción?

sábado, 16 de junho de 2012

Os improváveis gregos



Não é à toa que as palavras ''épico'' e ''drama'' são de origem grega.

Em Varsóvia, a seleção da Grécia vinha totalmente desacreditada pra última rodada do Grupo A da Euro 2012. Enfrentaria a seleção russa que, apesar do empate com a anfitriã Polônia, vinha mostrando um futebol impressionante, e tudo dava a crer que os gregos não poderiam segurar o impiedoso ataque russo (5 gols em 2 jogos) mesmo com a fama da defesa, sólida como a Acrópole de Atenas, que foi vazada 3 vezes em 2 jogos.

Porém, apesar do cenário pouco animador, a Grécia dependia apenas de si mesma. Uma vitória era o bastante.

Logo no começo do jogo, a Grécia assustou numa cobrança de falta. A bola foi lançada na área e, se não fosse a interceptação do goleiro Malafeev, Salpingidis certamente a mandaria pro fundo das redes.

Mas foi só isso também.

Os russos tomaram o controle do jogo e pressionavam de todas as formas, mesmo precisando apenas do empate. Eram chutes de fora da área, bolas paradas... E a Grécia seguia na famosa retranca esperando uma oportunidade de contra-ataque. E quando a tinha, todos procuravam o gigante Samaras, mas as tentativas eram em vão.

O tempo passou e, nos acréscimos do primeiro tempo, uma falha em cobrança de lateral foi o bastante para o camisa #10 Karagounis arrancar pela ponta, chegar de frente ao goleiro russo, e finalmente abrir o placar: Grécia 1x0 Rússia.




Que ironia (grande marca de Sócrates). O time que tanto se defendia, conseguiu seu objetivo em um dos seus únicos ataques. A notícia do gol transferiu o drama pra cidade de Wrocław, onde jogavam Polônia e República Tcheca, que estavam morrendo abraçadas.

No segundo tempo, quase o mesmo cenário do primeiro. Gregos na defesa, esperando a chance de decidir no contra-ataque. Tanto que a única chance destacável da Grécia nesse período foi uma bola no travessão depois de uma cobrança de falta de Tzavellas. E os russos, soberanos, atacavam buscando apenas um golzinho que fosse para garantir sua classificação sem depender de ninguém. E aí estava o problema.

Lembram o jogo de Wrocław? Se saísse um gol por lá, seja de quem fosse, quem voltava pra casa mais cedo era a Rússia. E aconteceu.

Jiráček limpou a zaga polonesa, deu um toquinho tirando do goleiro, e calou boa parte do Estádio Municipal de Wrocław. Os tchecos venciam por 1x0.

O drama voltava pra Varsóvia, mas com um protagonista diferente. Agora os russos atacavam ainda mais desesperados, porque o gol que antes era só pra tranqulizar, agora era causa de vida ou morte.

Mais uma vez, os russos tiveram incontáveis chances. O terceiro goleiro grego Sifakis, do Aris Thessaloniki, não deixava nada passar. E quando passava, algo evitava que a bola fosse pro gol. Seria a mão dos deuses? Seja o que for, nada passou.

Na ausência do seu próprio gol, os russos esperavam o empate dos poloneses, que pressionavam os tchecos. Mas o tempo passou de novo. Gregos e tchecos se seguraram e se classificaram pras quartas de final da Euro 2012.

Após tanta dificuldade (principalmente por causa de erros de arbitragem) desde o começo da competição, os gregos (sejam eles jogadores, técnico, torcedores...) fnalmente podiam comemorar, principalmente Karagounis, o herói, que sem dúvida foi o jogador que mais sentiu a intensidade destes 3 jogos.

Vendo as circusntâncias antes do jogo, foi um feito épico. E deixo esta ilíada em homenagem à garra dos guerreiros gregos que, não importa o que acontecer depois, deverão ser lembrados por esta atuação nestes solos poloneses.

 

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